terça-feira, 24 de novembro de 2009

Opera IX - The Black Opera: Symphoniae Mysteriorum in Laudem Tenebrarum (2000)


Um salve a todos os leitores do BMP!!! É com muito orgulho que acrescento o meu primeiro post ao blog. Gostaria de mandar um grande abraço para o Matheus e o Lemos!

Postarei hoje o álbum que me jogou no abismo da nossa grande manifestação artística, chamada de Black Metal. Opera IX - The Black Opera.

Bem, ao trabalho. Chega dessas delongas! Está ficando chato!

Esse é o derradeiro ópus dessa sensacional banda com a vocalista Cadaveria, e podemos dizer que foi a chave de ouro: Ao longo dos pouco mais de 51 minutos de música apresentados aqui, o que ouvimos aqui é algo realmente soturno, inebriante e perturbador. Seria realmente redundante eu continuar descrevendo algo tão sublime, executado com tamanha maestria, com produção adequada ao estilo. E feeling, feeling...até você dizer chega!

Bom, não vou continuar falando, chega...recomendo a você que baixe logo. Pelo menos para mim, é a idéia praticada com perfeição, milimetricamente calculada para que cada momento dessa obra fique marcado, no fundo da sua alma, para todo o sempre.

Faixas de destaque: TODAS!!! É impossível ouvir uma música disso sem as devidas continuações.

Ah, já ia esquecendo de comentar isso: de quebra tem uma versão bem inusitada para o Bauhaus: Bela Lugosi's Dead. É muito boa, por sinal. Aos meus olhos, (ou ouvidos, como queiram) é melhor que a original, por razões óbvias!

Então, estarei queimando a minha primeira nota dez!

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[10,0/10,0]

Por D. M.

domingo, 22 de novembro de 2009

Raspberry Bulbs - Finally Burst...With Fluid (2009, demo)


De um dos membros do Bone Awl(começou bem..) veio mais Raw Black Metal/Oi!. O tom da guitarra é "arenoso", e a música torna-se mais dinâmica graças a alta mixagem da bateria e do baixo. O vocal é mais feio, distorcido e em alguns momentos torna-se murmúrio. Tudo isso contribuiu para uma visão diferente do "Punkish Black Metal". Esta que é empolgante(óbvio), exploratoriamente ritmada e contraditoriamente fria. "In a Holy Way" que o diga.

Voltei mais sintético. Acho.

Download[8,0/10,0]

Por Matheus

Moonblood & Asakku - Split '98


Cansei de ouvir música feminina(recomendo: Týr, Jason Becker, Tony Macalpine, Candlemass, The Chasm, Ahab, e coisas que não ouso escrever aqui..). Voltemos com o que interessa. O BMP! está de volta com uma split que termina rápido demais. Moonblood dispensa comentários e introduções, só vale a pena ressaltar que "Hordes of Hate" além de ter um dos melhores riffs deles conta com uma produção muito mais acessível do que a banda costuma apresentar.

Já os não tão clássicos alemães do Asakku tocam impressionantemente o melhor black metal dessa split. Com direito a uma breve sensação de Nargaroth sob o efeito de esteróides rapidamente, a nada genericamente nomeada "Endless Woods" guina em direção aos cuspidos vocais e a melodia simples e ritmada. Brutalidade e melodia não faltam, só ouvir. Muito bom.

Tem mais post hoje!

[7,5/10,0]Download

Por Matheus

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Marduk - Nightwing (1998)


O opus de 1998 do Marduk mais provavelmente do que o Wormwood, é o verdadeiro "Magnum Opus" deles. Longe de ser genial ou até excessivamente memorável, Nightwing ganha a sua clientela com uma fórmula simples e eficiente. Ritmo e melodia são simples e os vocais não tão altos na mixagem(e isso é bom) trabalham visando um só objetivo: brutalidade e melodia.

Já escrevi isso aqui e vou repetir sem pestanejar: quando o artista tem um conceito em mente e o executa com perfeição ele tem que ser muito burro pra sair algo de má qualidade. Não é o caso em Nightwing. O conceito era black metal agressivo, limpo, cortante e melódico. Nightwing não é muito mais do que isso.

E marduk nunca quis ser. "Graças a deus".

PS: Dracole Wayda e Nightwing não sairão da sua cabeça tão cedo.

[8,2/10,0]Download

Por Matheus

domingo, 18 de outubro de 2009

Azaghal - Teraphim(2009)


Esse é o primeiro álbum do Azaghal que escuto e a impressão que me deixou é promissora. Não sei quanto aos outros álbuns, mas como os trabalhos do Narqath(Wyrd) costumam ser, Teraphim é um poço de variedade. Cada música apela para uma estética diferente, de um estilo evoluído do "novo" Immortal passando por momentos de Black Metal melódico e inesperados vocais limpos.

Do pouco que ouvi de Azaghal fora esse álbum deu pra achar que acho uma coisa, os elementos típicos do Wyrd que tem aqui são coisa nova pra banda, obviamente deu certo. Hänen Musta Liëkkinsa que o diga.

Falei, falei e não falei sobre a característica principal da banda: a agressividade. Se há muitos momentos diferentes ao decorrer do álbum o único comum ao álbum é inteiro é este. As ameaçadoras melodias de guitarra, acompanhadas de uma produção que beira o perfeito.

O Narqath tem muito mais talento do que ele mostrou em boa parte dos seus lançamentos.

[8,5/10,0]Download

Por Matheus

terça-feira, 13 de outubro de 2009

The Meads of Asphodel - The Excommunication of Christ (2001)


Eles se vestem estranho, são ingleses o que é estranhíssimo e conseguem tocar mais estranho ainda. Os Meads tocam algo que mal é black metal, ou até mesmo algum "métal", é mais pra Meads Metal mesmo. A brincadeira de cozinheiro deu certo, e os ingredientes usados foram:

1) Teclados de todas as maneiras, menos as ruins e óbvias.
2) Riffs pesados porém melódicos
3) Tom grave de vocal cantando letras inteligentes(isso se torna mais evidentes nos outros álbuns)
4) Sonoridade "divertida"
5) Solos de guitarra à moda antiga

Adicione a tudo isso uma aura de esquizofrenia digna de uma banda que fez um cover de "Wonderful World"(essa mesmo, "And I think to myself..."). Bata tudo de modo que fique o menos uniforme possível e temos "The Excommunication of Christ".

O álbum pro final descamba cada vez mais pra samples, teclados e efeitos eletrônicos, e no caso mudanças muito bem vindas pra uniformidade musical que as vezes é jogada na nossa cara. Obviamente ainda vai ser "Meads", essa é uma daquelas bandas que você vai reconhecer daqui a 5 anos. E capaz de lembrar o nome da música ainda. Não tô dizendo que é genial, tô dizendo que é memorável.

A produção é perfeita(não cristalina, perfeita).

As músicas são muito diferentes entre si.

O cover do Hawkwind é ótimo.

[9,0/10,0]Download

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Angantyr - Haevn (2007)


Haevn é um álbum que parece muito mais complexo do que é. A ótima introdução de violoncelo no início nos engana direitinho, não há mais do que cinco paradas no ritmo do álbum ao decorrer das 1 hora e 11 minutos de duração. O ritmo é rápido. Tremolos extremamente simples e melódicos que inspiram a medievalidade do black metal de anos atrás.

A organicidade dos vocais (pequenas falhas/variações intencionais, não sei dizer) é um ponto positivo assim como o ótimo tom da guitarra, a bateria afogada na mixagem não atrapalha tanto quanto podia, até porque ela só realmente sucumbe nos "blast-beats". São tão poucas características que não são comuns no black metal que me foge o que dizer. Mas vale muito a pena. A qualidade sustenta.

PS: Como diria um amigo meu, para quem gosta de black metal 1000 anos..

[8,7/10,0]Download

Por Matheus

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Stormheit - Kvenland (2009)


Stormheit é (acho) o projeto principal do Stormheit(uau!) do Empire of Tharaphita. A jogada aqui são vocais limpos muito inspirados e riffs que puxam para o black metal na composição mas com melodias que são muito mais "folk". Mal dá pra dizer que é black metal numa interpretação mais clássica, mas como é do Stormheit(pessoa), posto de qualquer jeito.

Após a introdução (daquelas que você só vai ouvir na primeira vez que ouvir o álbum) já dá pra pegar uma ideia bem completa do que é Kvenland na cansativa "Memories Within Your Blood"( riff inicial...immortal?). Sem nunca mudar muito de ritmo o álbum continua nos seus padronizados 47 mnutos de duração, com direito a ótimos momentos e a outros, sem ter muito para onde correr, fracos.

Kvenland tinha potencial para ser bem melhor do que já é(principalmente porque os vocais limpos são bons de mais), mas os pequenos erros ao decorrer do álbum enchem o saco. Outra coisa é que ao decorrer dos 48 minutos, por melhor que seja, a voz dele é cansativa, ter corrido para vocais rasgados em momentos que fugissem do padrão do álbum teria sido uma ideia a ser cogitada.

Resumindo: faltou a audácia que o Stormheit(pessoa) tem nas músicas do Empire of Tharaphita aqui. Isso torna "Kvenland" um álbum chato de ótimas músicas.

PS: A partir de "Snake and Thunder" tudo melhora.

[7,6/10,0]Download

Por Matheus

PS: Vocês me desculpem o tamanho sofrível da imagem, mas não achei melhor.

PS 2: Faravid's Tale é horrível. Só boas melodias não fazem um verão.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gehenna - Admiron Black (1998)

Gehenna é uma banda de grande importância para o black metal, mas que não é reconhecida com o devido valor. ( Fonte: Internet )

Confesso que nunca tinha ouvido falar nessa banda, mas é da linha black metal norueguês e parece ter relações com as duas renomadas bandas Satyricon e Ulver. O lider já dividiu palco com ambas as bandas.

Admiron Black foi o único lançamento que já ouvi dessa banda, e aparentemente é o álbum onde influências de Death Metal manifestam-se pela primeira vez. Mas ainda é black metal, porra.
O álbum todo tem um ar sério e até maligno em suas entranhas, é o moderno genéricozão, não espere encontrar nada novo, ou gracioso e estupendo. Esse tipo de álbum geralmente não me agrada, mas com "Admiron Black" foi diferente.


PS pessoal : "Ao passar dos anos, quando eu vou ouvindo mais e mais bandas de Black Metal, estou sempre atualizando conceitos e sentimentos e sensações. Até um ponto em que ouço tantas bandas que novos álbuns já não trazem nada de novo para mim. Assim, descubro novos álbuns que me agradarão de verdade apenas se tiver uma coisa nova para me acrescentar ou se for muito bem tocado e composto, ou se for de uma banda que eu amo tanto que qualquer lançamento eu vou gostar. Ainda tem o caso de ação psicológica de um segundo que influenciará na degustação do álbum (Quando alguém vem e me diz que um álbum é tão bom, e eu acabo concretizando mesmo que o álbum é bom, mesmo sendo uma merda.) "

[7,9/10,0]

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Por Lemos

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Emperor - In The Nightside Eclipse (1994)


In The Nightside Eclipse é um dos clássicos inegáveis do Black Metal. E o ridiculo de empolgante primeiro riff após a introdução da primeira faixa que o diga. Ridículo mesmo é a data disso. Eles já tocavam (quase!)do jeito que é tocado hoje em 2009, lá em 1994. É óbvio que se tornaria um clássico.

Emperor tocou com teclados. Emperor focou a melodia, e não a agressão. Emperor abandonou o satanismo(pelo menos aquele óbvio e raso) nas suas letras. Ficou ótimo, e por isso 15 anos depois, ainda é adorado, e tantos anos mais se passarão antes que "In The Nightside Eclipse" seja relegado ao ostracismo comum aos menos criativos(o tãoclássicoanto Anthems então..).

Hmm, é bom ressaltar que mesmo sendo o pioneiro do sinfônico(ou o que seja), ainda não é exatamente isso, o black metal clássico tá claramente aí, só cego(surdo) pra não ver(ouvir).

Não preciso falar muito sobre esse álbum, só quero registrar o respeito que tenho por esses músicos que também são um dos pioneiros (na minha opinião) na ideia de black metal como arte.

Aqui não ouso pagar(e na minha ignorância somente pago) de crítico, sou um fã.

PS: Into the Infinity of Thoughts, Cosmic Keys to My Recreations, I Am The Black Wizards, Inno A Satana, clássicos instantâneos? (metade do álbum...?)

[9,0/10,0]Download

Por Matheus

domingo, 4 de outubro de 2009

Deathspell Omega - Kénôse (2005)

Tá de sacanagem que é um EP?

É sim, e dos bons. 36 minutos de pura maldade técnica e imprevisível.
Kénôse não foge a linha de Circumspice. Veio em seguida, e veio como se fosse uma continuação ou até mesmo uma evolução da proposta de Circumspice.
O que é ótimo para nós, convenhamos... adoramos aquela dissonância desgraçada que esses franceses fazem.
As letras desse EP são simplesmente incríveis (assim como as outras letras do DSO ), vale a atenção.

Deathspell Omega = Black Metal inteligente. Recomendadíssimo.


PS : Valeu Doni! Pela sugestão.

[9,0/10,0]

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Por Lemos

Kataxu - Hunger of Elements (2005)


NSBM sinfônico, bombástico, uma evolução da ideia do clássico Nightside Eclipse(Emperor). A "medievalidade cósmica" de Kataxu é refrescante. O álbum começa com "In My Dungeon!"(o nome já empolga) e esbarramos numa introdução típica que prepara o chão muito bem para os momentos seguintes. A bateria começa a bater e na insanidade de uma risada e da nova melodia que se sobrepõe já dá pra perceber: a coisa é boa.

Com os primeiros vocais propriamente ditos uma das características marcantes do álbum se evidencia: o vocal é usado ao decorrer da música inteira e com variação de ritmo constante. Diferente e empolgante. "Hunger of Elements" é bem isso mesmo.

E na constante variação do vocal vem junto a constante variação das melodias. Ao escutarmos uma música de Black Metal com 13 minutos de duração esperamos naturalmente algo minimalista e frio. Não é o caso. "In My Dungeon!" fala pelas outras duas faixas não instrumentais, e o que ela diz é: "O riff repete na medida certa e aí muda". Parece ótimo.

E talvez eu tenha mencionado o único defeito contundente que percebi: são 48 minutos de música no álbum inteiro, 36 de músicas de Black Metal proprimante dito e 12 minutos de interlúdios instrumentais. Mas este defeito não me convence, acho que a duração do álbum é razoável e sem duvidas as instrumentais complementam muito bem o sentimento do lançamento como um todo(grandioso e empolgante). Com isso fica a dica: Kataxu - Hunger of Elements.

[9,2/10,0]Download

Por Matheus

PS: Só queria reiterar: In My Dungeon! é uma das músicas mais legais já gravadas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Kroda - Towards the Firmaments Verge of Life... (2005)


Ah! Essas flautinhas encantam qualquer um.

Como prometido, Kroda mandando bem de novo. Mandando melhor que o primeiro nesse caso.

"Towards the Firmaments Verge of Life..." está mais grandioso, mais emocionante, melhor tocado e com uma melhor produção: não exatamente mais clara e sim mais adequada. (o problema da bateria foi virtualmente resolvido)
Tudo isso com a mesma ideia de "Cry to me, River..." só que aprimorizada.
Continua o velho Black Metal com folk que todos nós amamos, só que mais visceral e íntimo.

Agora sim, prefiro esse ao “Epocha Vodoleya”.

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[9,0/10,0]


Por Lemos

Watain - Casus Luciferi (2003)


Casus Luciferi é provavelmente o álbum mais aclamado dessa banda sueca. Tinha tudo para ser normal, mas é melhor do que isso.

Um dos defeitos do álbum é a sua maior qualidade: é muito derivativo. Mas é derivativo de uma banda em específico: Dissection, aí mora o ouro. Adicionando às influências enormes da guitarra de Jon Nödtveidt à agressividade do BM satânico que ele nunca aderiu completamente, temos muito do que o Watain criou aqui.

Achei Casus Luciferi um daqueles que melhoram com as escutadas. Mas a falta de inovação, a produção bonitinha, a influencia de Dissection, me apontam para uma indecisão musical dos membros agoniante. É cabeça de adolescente da classe média: tenta pagar que sabe de tudo mas não sabe de nada. Apesar de tudo o álbum é ótimo.

[8,5/10,0]Download

Por Matheus

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Unholy Matrimony - Misologie (2003)


Banda postada com indicação de um membro da comunidade BMP do orkut. Obrigado camarada !

Já tentei ouvir o álbum inteiro 2 vezes, em diferentes épocas. Não consegui. Não sei se sou eu ou o álbum.
Unholy Matrimony toca black metal moderno genérico.
Uma boa produção ( a qual me irrita ), bateria progamada vocais rasgados normais.
Alguns momentos bons, mas nada que realmente tenha me tocado.
Tenho nem muito o que dizer.

É legalzinho, entende? (Até onde ouvi )

Por enquanto vai essa nota.

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[7,1/10,0]

Por Lemos

PS: Agradecimentos ao ricardo da comunidade do BMP! no orkut pela sugestão.